Segunda-feira, Novembro 12, 2007

WC (O Amor de Platão)

Ao ler Platão naquele banheiro pode entender o que sentia. Não se tratava diretamente das palavras do filósofo ateniense, mas talvez de alguma revista fofoqueira que explicava um amor platônico. Era pouco, sim, no entanto bastou para que percebesse que mesmo quando pressionado a decidir, poderia simplesmente optar pelo amor.
Noutro dia, entre um cigarro e outro, esquecera totalmente da história de Platão, mas lembrou-se do banheiro: triste paradoxo, a feliz descoberta da possibilidade de se amar em segredo, hoje, o faz refém. Inexplicavelmente, o corpo quer mas o medo acalma.
Ilustração: Mulher na Janela - Salvador Dali

1 Comments:

Anonymous Well... said...

Dentro de Platão...duas superficies!
A muda realidade e a mutavel sentimentalidade!
Duas coisas, uma e outra, ela e este
Ou uma só, imerso em um só!
As idéias e as formas, como diria o mestre!

As imagens e as revistas...restos de matérias...formas reproduzidas...
As ideias e as possibilidades... as noites chuvosas e os paradoxos dos braços, dos abraços...dos laços!

Talvez algum outro mestre diria que o encanto mora no pensar, no criar...
Quado ser se foi, o vai se cala...o platonico se perde e os pontos, emergem!
Talvez a magica esteja entre os cigarros...na memoria daquilo que não se pensa...se sente!

12:19 AM  

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