Quinta-feira, Julho 24, 2008

Diretor-geral da OMC acha que países ainda estão "longe" de acordo sobre Doha – EFE

24/07/2008 - 09h03
(...)Um grupo de seis países-chave da OMC (Brasil, Austrália, China, Estados Unidos, Índia, Japão) mais a União Européia (UE) se reuniram nesta quarta-feira à noite até altas horas da madrugada para tentar aproximar posturas nos aspectos mais importantes da negociação, dentro de agricultura e mercados industriais.As consultas se concentraram em aspectos agrícolas fundamentais, como a redução de subsídios, o acesso a mercados, os produtos "sensíveis" ou protegidos da liberalização e, no caso dos mercados industriais, a flexibilidade e as cláusulas para evitar que setores inteiros estejam isentos da abertura de mercados(...)

(...) As sessões continuarão esta tarde e também serão discutidos outros assuntos difíceis, como a redução da tarifa européia à importação de banana e a disputa entre os países devido às negociações para a proteção das denominações de origem.

OPINIÃO: Vejo três pontos. Primeiro: este tipo de encontro político não consegue refletir suas decisões na prática. Persistirá, como de costume, a lógica do capital, e será feita a vontade de quem detém o dinheiro, ou seja, os países ricos!
Segundo: Organizações mundiais (exemplo a OMC) são lerdas e fazem todo tipo de vista grossa possível para as atrocidades econômicas cometidas por quem quer que seja. Punem? Às vezes. Quem paga o pato? Mais uma vez os países pobres.
Terceiro: Brasil. Qual a influência do Brasil neste encontro? É grande, o Brasil é temido e tem consciência disso, porém a desorganização é tamanha que o nosso país não consegue se auto-afirmar perante os demais. Só potencial não basta. Não passamos de um cão feroz amansado com migalhas!